Pianista, cantor e compositor brasileiro, Pablo Zuazo faz estreia com “Macaco Nu Jazz”

Parte da refrescante nova cena musical brasileira, o pianista e compositor Pablo Zuazo aposta nas misturas de bossa nova, jazz, samba e hip hop com música eletrônica. O resultado é um nu jazz tropical com raízes no Norte e Nordeste que soam tão contemporâneos quanto as noites de São Paulo, cidade que o artista escolheu para morar há quase 20 anos. 

 

Em janeiro de 2018, Pablo lançou suas primeiras faixas instrumentais, “Macaco Nu Jazz” e “The Wolfman”, que já figuram playlists de música eletrônica fora do país.

Das serestas para São Paulo

Pablo aprendeu a tocar piano acompanhando grandes pianistas como Dick Farney, Nat King Cole e Tom Jobim. As referências mais pop vieram das tardes assistindo a clipes de hip hop na MTV, onde conheceu bandas como Beastie Boys e A Tribe Callled Quest.

 

Os beats unidos a técnicas e métricas da música clássica evoluíram para um estudo apaixonado por música e a exploração do piano como alicerce criativo. O violão vem das influências das serestas da família no Norte, primeiro instrumento que aprendeu a tocar na infância. 

 

O lançamento “Macaco Nu Jazz” é uma faixa-tributo a relação com o pai e avô, que viveu em uma tribo indígena na Amazônia e com quem aprendeu a ouvir a natureza e as músicas tradicionais andinas e latinas. 

 

“Compus essa música após reler o livro ‘Macaco Nu’, de Desmond Morris. Adoro esse livro e ele fala que o homem é um macaco ainda. A partir daí quis fazer uma música urbana, mas que tivesse um feeling instintivo, tentando mostrar um pouco do nosso lado animal e também do homem urbano, racional, representado pela modernidade do nu jazz”, explica Zuazo.

 

A segunda, “The Wolfman” surgiu como um beat encomendado pelo produtor japonês Tokyo Marry, de Hiroshima, mas que foi amplificada pela necessidade do artista de explorar diferentes plataformas criativas como multinstrumentista e mostrar que não existem fronteiras para a música. “Minha poesia é urbana, é do cotidiano, é cosmopolita, é sobre os sentimentos que nos unem”, comenta. 

 

Atualmente, participa de projetos e shows como pianista convidado. Em 2017, dividiu o palco com artistas como Gustavo da Lua (Nação Zumbi), Marcio Oliveira (trompetista de afrobeat) e Otto.